Reabilitação Cardíaca

Programar ilustração reabilitação cardíaca

O sedentarismo pode ser preponderante para diversas doenças, como diabetes, colesterol alto e cardiopatias. Além da possibilidade de desenvolver enfermidades, não praticar exercícios pode agravar um quadro existente, como o de pessoas com doenças cardiovasculares. Segundo o cardiologia Luciano Gualberto Soares, exercícios físicos para indivíduos com problemas cardíacos recebe a denominação de reabilitação cardíaca ou usando um termo mais moderno, reabilitação funcional. “O principal foco da reabilitação cardíaca é combater os fatores de risco que aumentam a chance do indivíduo ter doenças cardiovasculares e o melhor de tudo e que com as orientações especificas não há contraindicações.”

A reabilitação é um programa de treinamento que busca integrar o paciente cardiopata para melhorar a sua condição cardiovascular. É a atividade conjunta de uma equipe multidisciplinar formada por cardiologistas, fisioterapeutas, educadores físicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. Dessa forma, o médico Luciano Gualberto ressalva que o programa diminui as chances do paciente desenvolver complicações da doença a médio e longo prazo, além de diminuir o risco de morte. Ademais, melhora o prognóstico e a qualidade de vida, podendo inclusive prolongá-la.

Conforme alerta o especialista, diabéticos, obesos e hipertensos precisam cuidar do coração, pois essas doenças isoladas ou combinadas aumentam os riscos nessas pessoas de desenvolver doenças do coração e programas de exercícios e uma alimentação mais saudável diminuem essa possibilidade Se o paciente sofreu um infarto e se durante a reabilitação não ocorrer o controle dessas doenças ou de outros fatores de risco relacionados a maus hábitos de vida, ele poderá sofrer outro infarto”, constata.

A pessoa que teve uma cardiopatia, como o infarto, ou realizou uma cirurgia cardíaca após receber alta hospitalar ela deveria ser encaminhada imediatamente para um serviço de reabilitação cardíaca,  essa funciona como uma academia especial. Nesse local existem profissionais de uma equipe multidisciplinar, uma sala de emergência e um ambiente capaz de proporcionar suporte e segurança para o treinamento físico. O cardiopata normalmente permanecer no programa por dois a três meses, porém dependendo do seu quadro clínico, segundo o cardiologista, há casos de pessoas que continuaram por até seis meses ou mais. O paciente realiza a reabilitação até estar apto à praticar exercícios sem a necessidade de acompanhamento médico e com apenas algumas recomendações, como uma pessoa saudável.

A reabilitação se divide em prevenção primária e secundária. Na primária, o indivíduo tem fatores preponderantes, como obesidade, hipertensão e diabetes, para desenvolver uma doença cardiovascular, mas não a tem e a reabilitação atua nesses fatores diminuindo o risco dessa pessoa desenvolve la. Na segunda, o paciente já possui uma cardiopatia,  pode ter outras doenças associadas, toma remédios, realiza consultas clínicas regulares e o exercício visa melhorar o tratamento e o prognóstico da sua doença.

Exercícios:

Em sua essência, os exercícios realizados por um cardiopata são os mesmos feitos por uma pessoa saudável, incluindo atividades aeróbicas, como caminhada, natação, hidroginástica e bicicleta. Esses exercícios visam melhorar a potência e a capacidade cardiovascular do paciente . Ademais, há as práticas de fortalecimento, como musculação e pilates, que trabalham a força muscular.

Todavia, a diferença entre o exercício para uma pessoa com doença cardíaca e uma considerada normal encontra-se na recomendação para prática da atividade. Segundo Dr. Luciano Gualberto, uma pessoa saudável a faz para sair do sedentarismo, no cardiopata o exercício funciona como uma medicação. O paciente com uma doença cardiovascular tem uma dose certa, com ritmo e duração pré-determinados de exercício para realizar. “Como qualquer medicamento, se a dose diverge da recomendada, ela ou não funciona ou faz mal”, alerta.

Os treinos designados para quem realiza a reabilitação cardíaca podem ser executados em ritmos intervalados ou contínuos. Pesquisas mais recentes na área mostram que os ritmos intervalados são superiores aos continuos, treinos intervalados  apresentam duração curta com variação de intensidades mais altas e por isso é necessário o acompanhamento da equipe multidisciplinar e a realização de exames, como o teste cardiopulmonar para determinar esses ritmos. O treinamento deve ser individualizado. “O que é forte para um, pode ser moderado para outro”, ressalta. O cardiologista ainda alerta que independente, se as pessoas são saudáveis ou cardiopatas, elas devem evitar realizar os exercícios físicos sempre da mesma forma,  pois o organismo se acostuma com o treinamento e ocorrendo isso muitos dos benefícios  são perdidos. O médico porém ressalta que pior do que fazer os mesmos exercícios e não faze los, o sedentarismo é o nosso grande inimigo.